Belém (PA), 11 de novembro de 2025 – Nesta terça-feira (11), a Aliança Futuri participou do painel “O turismo regenerativo: além da sustentabilidade nos oceanos”, realizado no estande do Ministério do Turismo na 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém. O encontro reuniu representantes do setor público, especialistas e lideranças da agenda climática para debater como tornar cada viagem um elo na regeneração dos ecossistemas, integrando conservação da natureza, inclusão social e desenvolvimento territorial.
Durante o debate, Nátali Piccolo, diretora do Programa Marinho e Costeiro da Conservação Internacional (CI-Brasil) e representante da Futuri, apresentou a trajetória da Aliança no Extremo Sul da Bahia, onde vem promovendo um modelo de turismo que une conservação, regeneração e economia local em uma das regiões mais biodiversas e culturalmente ricas do país.
Criada durante a pandemia como resposta aos impactos do turismo de massa sobre comunidades e ecossistemas, a iniciativa hoje reúne cerca de 300 aliados – entre extrativistas, quilombolas, povos indígenas e empreendedores – e desenvolveu um Manual de Boas Práticas que orienta a autoavaliação e o aprimoramento contínuo dos negócios locais.
“O turismo de conservação de baleias e o turismo científico são exemplos de um turismo verdadeiramente regenerativo”, afirmou Nátali, destacando o potencial da atividade para gerar impactos socioeconômicos e ambientais positivos quando estruturada a partir do território e das comunidades.
A mediação do debate foi conduzida por Carolina Fávero, coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do Ministério do Turismo. Também participaram do painel Alysson Neri, gerente da Diretoria de Produtos Turísticos da Secretaria de Estado de Turismo do Pará, que apresentou a adaptação do programa Bandeira Azul às realidades amazônicas, e Heloísa Schürmann, representante da Casa Vozes do Oceano, velejadora e escritora, que compartilhou a experiência dos Velejadores Azuis e a conexão entre navegação, conservação marinha e mudança de comportamento.
Ao marcar presença na COP30, a Futuri reforça que o turismo regenerativo é mais do que uma tendência: trata-se de uma Solução Baseada na Natureza capaz de gerar impactos socioambientais positivos e posicionar o Brasil como um laboratório de práticas inovadoras que conectam natureza, cultura e desenvolvimento sustentável.



